segunda-feira, setembro 10, 2007
intermitências da vida (ou descoletivo)
a morte prolongada de quem vive do mesmo, sempre. parou enquanto a vida foi-se embora.. prendeu-se à intermitência da vida. buraco, vácuo. vazio do que não foi nem será, contraste gasto do que simplesmente não é. nada mais existe de fato. (só). e não se sabe mais ao certo o que é ou era, o que foi ou deveria ter sido.. névoa constante na serra do concreto. amargura de pendências alheias, amarras da solução coletiva. não sobrevive mais individualmente nesse coletivo individualizado.. cansou do seu nosso... parou de funcionar há tempos (teria alguma vez funcionado?) intermitência coletiva, intermitência da verdade. vamos jogar tudo num buraco e esperar.. esperar qual sentimento entope primeiro.. o meu, o seu, o nosso? o meu nosso deixou de ser meu... deixou de ser. de volta às intermitências. desviva, desvira, revira o estômago desgastado pela acidez do choro engolido, úlceras de meias verdades, gastrite crônica de mal resolvidos. a sua certeza não é minha.. coletive-se... coletive-me no seu nosso. coletive-se em mim.. talvez intermitência da morte.. vivendo sem morrer.. frustração eternamente viva.. assim, sem vida, sem forças, sem convicções. o concreto deixou de ser.. seu concreto subjetivo.. intermitência da realidade. fuga eterna da solução.. eterna dissolução. solução supersaturada de falta de solução.. suspensão. são os flocos de mim que pousam no fundo enquanto a água se finge de limpa.. intermitente pura.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
lendo mto saramago por aí?
;*
Postar um comentário